Saindo do automático

sacola roupas

No meu terceiro ano tive uma professora de sociologia e filosofia que tinha uns parafusos a menos (e qual professor de humanas não é assim, né?), ela vivia repetindo que a gente deveria parar de fazer as coisas no automático. Acho que em toda aula ela repetia isso. Falava também sobre coisas que já tinham virado tradição nas nossas vidas e ninguém sabia como aquilo tinha começado ou de onde tinha surgido.

Admito que isso foi uma das poucas coisas que ficaram guardadas na minha memoria pois nunca fui muito fã de humanas (e nem de exatas), mas esses dias me peguei pensando em como isso se aplica na moda. Deixei de lado esse pensamento e, como num passe de mágica, alguns dias depois descobri o blog Repete Roupa da Melody através da Fernanda (@soshopaholic) e fiquei abismadíssima com um dos últimos posts que ela escreveu contando os motivos que a levaram a não adotar um armário cápsula.

“eu tenho usado as hashtags relacionadas ao armário cápsula ultimamente no instagram porque percebo a tendência (o que me faz pensar também sobre como tudo tem que ser tendência, ninguém faz ou todo mundo faz, acho isso uma loucura: acho toda a movimentação pelo viver simples e pelo consumo mais consciente maravilhosa, mas porque na moda isso tem que vir no mesmo formato de 30 e tantas peças repetidas por 3 meses e aí todo mundo faz igual como se não houvessem outros jeitos de discutir versatilidade do guarda-roupa, criatividade ao se vestir, menos consumo, etc) e quero atrair cada vez mais gente, claro. mas a verdade é que minha proposta tá bem longe de ser um armário cápsula, em muitos sentidos. mas em alguns, como a repetição criativa, a maior consciência sobre as roupas que possuímos e como usá-las, o conhecer seu armário, eu chego perto do conceito. perto, mas não totalmente.”

Para ler o post dela completo, é só clicar aqui!

O que mais tenho lido ultimamente são pessoas decepcionadas que não possuem dinheiro para começar um armário cápsula… COMASSIM GENTE? A ideia central é você repensar o seu modo de comprar e você quer simplesmente jogar tudo o que tem fora e comprar 37 peças novinhas? Nananinanão!

Vamos sair do automático gente!! Antes de querer começar algo que todos estão fazendo, vamos procurar mais sobre o que se trata? Vamos estudar um pouco mais a fundo para não se prejudicar e prejudicar o meio onde vivemos. Se você deseja começar um armário cápsula, indico o blog da Gabi Barbosa que pode te ajudar bastante. Além disso também existem vários grupos no facebook para tirar duvidas e compartilhar experiências!

Não lembro ao certo porque comecei a escrever esse post, mas ao reler as 450 palavras que escrevi percebi uma coisa:

Não dá pra se basear na experiência de outras pessoas se a gente não tentar. A Melody não conseguiu se adaptar a ideia do armário cápsula e eu também não (mas isso é papo pra outro post), já a Gabi conseguiu e se dá super bem. Então se você deseja tentar, tente! Se não, seja feliz do mesmo jeito! Só não vale continuar comprando e comprando peças que nem sequer perderam as etiquetas, viu? hahahah

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Moda como meio de comunicação.

Todos os dias quando eu acordo me deparo com uma pergunta em mente: “O que é a moda para você, Larissa?”, pois a cada dia que finda vejo mais pessoas falando sobre novas tendências (o famoso alerta trendy), itens must have, semanas da moda de diversos lugares, mas será que isso é a moda?
Sim, tudo isso citado está incluído na moda, mas acaba aí? Admito que fico inconformada, como uma criança que se decepciona em um lugar e acaba soltando “só isso?”.

Para mim a moda é uma forma de comunicação não verbal que pode definir o nosso estado de espírito, a nossa personalidade e revelar quem somos de imediato. Obviamente existem casos onde é possível mascararmos a nossa identidade e passarmos despercebidos, mas em nosso cotidiano rapidamente identificamos a posição de uma pessoa na sociedade, como por exemplo, se um indivíduo é policial, militar, jogador de um time de futebol, médico ou garçom devido aos seus uniformes.

Também vale ressaltar que uma simples escolha de cores na hora de compor um look pode significar muito mais do que só uma vontade de usar aquela cor (ta aí uma meta pra 2017, aprender mais sobre isso ✔️). Acredito sim que elas estão ligadas a nossos sentimentos e emoções e é possível ver isso na prática, afinal uma pessoa que não está num dia bom dificilmente colocará uma blusa amarela ou num tom mais vibrante. Pensamos logo no preto, cinza e cores terrosas, certo?

Então, sigamos na luta de não reduzir a moda a apenas um desfile ou a uma coleção outono-inverno. A moda quem faz é a gente! Quem deseja se comunicar é a gente também! Então façamos a nossa moda e simbora comunicarmo-nos (existe isso, galera? kkkk)

Se quiserem ler mais sobre isso, separei alguns links que andei lendo e me inspirando, então um Muito Obrigada enorme a todos vocês!

Moda é Comunicação por Salto Agulha
A moda, como meio de comunicação, gera símbolos diferenciados de tecnologia.

Mude!

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Vi essa imagem rondando o Facebook nas ultimas semanas e toda vez que me deparava com ela, eu refletia um pouco.

2016 foi definitivamente um ano de mudanças para mim, afinal depois de tantos anos com o cabelo comprido eu decidi radicalizar e aceitar de vez os meus cachos do jeito que eles são. Muitos me chamaram de louca, corajosa e alguns tiveram uma reação que parecia que eu estava pulando de bung jumpee na baía de guanabara.

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Mas pela primeira vez eu não me abati com aqueles comentários, reações e decepções. Eu me senti linda e não queria saber de mais nada! Foi a melhor sensação que eu poderia ter naquele momento, me lembrei de toda a minha transição e do verdadeiro motivo pelo qual eu a comecei. Queria liberdade para ser quem eu sou.

E mais uma vez dei espaço para a Larissa aventureira e que gosta de mudanças falar mais alto nesse finalzinho de 2017. A tesoura não me assusta mais e os rostos assustados farão parte da minha rotina novamente, mas querem saber? Eu estou satisfeita com meu reflexo no espelho! E você também pode se alegrar toda vez que encará-lo, permita-se mudar. Seja você mesma!

Se quiser cortar, tudo bem. Se quiser deixar crescer até a cintura, tudo bem também. Se quiser pintar, ótimo! Se quiser continuar com a cor natural, maravilhoso! Mas seja você mesma. Esse ano está chegando ao fim e a gente sempre fica arrependido por não ter feito uma coisa ou outra, mas que em 2017 possamos nos arriscar um pouco mais, riscar mais itens de nossas listas de metas e ser bem mais felizes.

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Quando não dá certo

Não deu certo dessa vez. Nem na costura reta, nem no zigue zague e eu até tentei um retrocesso mas era tarde demais.
Doeu lá na alma ver aquele pedaço perdido de tecido e tanta linha que agora vai direto para o lixo. Chorei.

Não gente, eu não estou ficando louca e nem sendo dramática. Ok, talvez um pouco dramática, mas foi o que aconteceu nessa noite.

Tentei criar uma nova peça copiando uma vídeo aula do YouTube, mas a única coisa que consegui foi um retalho a mais para a coleção. E com isso, quis trazer uma breve reflexão pra vocês.

Na hora em que vi todo aquele tecido sem forma ou função, a única coisa que pensei foi em desistir. Quis desistir da futura faculdade, da loja, da moda e achei que não estivesse no caminho certo.

Mas logo depois imaginei todos os famosos estilistas que deixaram sua marca na história, errando centenas de vezes até chegar na obra prima perfeita. A peça final não caiu do céu. Foi necessário suor, aperfeiçoamento de técnicas e estudos.

Por isso, não desista e olhe pelo lado bom! Eu agora tenho um novo retalho para um futuro projeto ou até mesmo um patchwork.

Lute sempre pelo que deseja, seja perseverante e veja seus sonhos ganharem forma!

Elle Rosa