A infelicidade está no curso errado

Eu me precipitei e, quando me dei conta, lá estava

“Você foi chamada para a seleção regular” dizia o banner.

Segurei o grito no trabalho e antes que pudesse perceber comecei a gargalhar de nervosismo.

Liguei para meus pais, para as tias, para os coordenadores e professores do ensino médio. Achei que era um sinal de Deus para mudar meus planos e seguir uma outra carreira.

8_-_era_cilada_-_estampa
Era cilada.

Hoje, no primeiro período de um curso o qual não me identifico nem um pouco, sei que deveria ter esperado um pouco mais.

Afinal nem era tão importante ter meu nome no banner dos aprovados na porta da escola.

Hoje eu sei que não adianta fugir do que fui criada para fazer: MODA.

Não fuja do seu propósito, por favor!
Vale a pena esperar mais um pouco e guardar mais dinheiro para realizar seu sonho.
Vale a pena esperar mais um pouco e cuidar da sua saúde mental.
Vale a pena esperar mais um pouco para fazer aquilo que ama.

Não deixe a infelicidade te visitar e permanecer. O nosso momento vai chegar!

 

 

Anúncios

Saindo do automático

sacola roupas

No meu terceiro ano tive uma professora de sociologia e filosofia que tinha uns parafusos a menos (e qual professor de humanas não é assim, né?), ela vivia repetindo que a gente deveria parar de fazer as coisas no automático. Acho que em toda aula ela repetia isso. Falava também sobre coisas que já tinham virado tradição nas nossas vidas e ninguém sabia como aquilo tinha começado ou de onde tinha surgido.

Admito que isso foi uma das poucas coisas que ficaram guardadas na minha memoria pois nunca fui muito fã de humanas (e nem de exatas), mas esses dias me peguei pensando em como isso se aplica na moda. Deixei de lado esse pensamento e, como num passe de mágica, alguns dias depois descobri o blog Repete Roupa da Melody através da Fernanda (@soshopaholic) e fiquei abismadíssima com um dos últimos posts que ela escreveu contando os motivos que a levaram a não adotar um armário cápsula.

“eu tenho usado as hashtags relacionadas ao armário cápsula ultimamente no instagram porque percebo a tendência (o que me faz pensar também sobre como tudo tem que ser tendência, ninguém faz ou todo mundo faz, acho isso uma loucura: acho toda a movimentação pelo viver simples e pelo consumo mais consciente maravilhosa, mas porque na moda isso tem que vir no mesmo formato de 30 e tantas peças repetidas por 3 meses e aí todo mundo faz igual como se não houvessem outros jeitos de discutir versatilidade do guarda-roupa, criatividade ao se vestir, menos consumo, etc) e quero atrair cada vez mais gente, claro. mas a verdade é que minha proposta tá bem longe de ser um armário cápsula, em muitos sentidos. mas em alguns, como a repetição criativa, a maior consciência sobre as roupas que possuímos e como usá-las, o conhecer seu armário, eu chego perto do conceito. perto, mas não totalmente.”

Para ler o post dela completo, é só clicar aqui!

O que mais tenho lido ultimamente são pessoas decepcionadas que não possuem dinheiro para começar um armário cápsula… COMASSIM GENTE? A ideia central é você repensar o seu modo de comprar e você quer simplesmente jogar tudo o que tem fora e comprar 37 peças novinhas? Nananinanão!

Vamos sair do automático gente!! Antes de querer começar algo que todos estão fazendo, vamos procurar mais sobre o que se trata? Vamos estudar um pouco mais a fundo para não se prejudicar e prejudicar o meio onde vivemos. Se você deseja começar um armário cápsula, indico o blog da Gabi Barbosa que pode te ajudar bastante. Além disso também existem vários grupos no facebook para tirar duvidas e compartilhar experiências!

Não lembro ao certo porque comecei a escrever esse post, mas ao reler as 450 palavras que escrevi percebi uma coisa:

Não dá pra se basear na experiência de outras pessoas se a gente não tentar. A Melody não conseguiu se adaptar a ideia do armário cápsula e eu também não (mas isso é papo pra outro post), já a Gabi conseguiu e se dá super bem. Então se você deseja tentar, tente! Se não, seja feliz do mesmo jeito! Só não vale continuar comprando e comprando peças que nem sequer perderam as etiquetas, viu? hahahah

Criando uma corrente do bem

Você já parou pra pensar que, bem próximo a você, pode existir alguém precisando da sua ajuda?

Durante essa ultima semana eu tive uma experiencia muito agradável e claaaro que eu precisava contar pra vocês com um textinho daqueles né?

Como vocês já devem saber, meu maior desejo no momento é começar a minha faculdade e, enquanto ela não começa, nada de ficar parada e deitada no sofá não! Tenho estudado de todas as maneiras possíveis para adquirir mais conhecimento.

6-on-6-moda

Revirei meu quarto pra achar meus primeiros livros de moda e fui lendo aos pouquinhos, para lembrar de algumas coisas e aprender o que já tinha passado batido. Também comecei um curso online gratuito, oferecido pela Prime Cursos (é bem legal a plataforma, o curso tem muitos textos enriquecedores e você só paga o certificado no final do curso).

E ao final do curso, tive vontade de comprar novos livros mas me deparei com um baita problema. Livros de moda são bem caros e no momento eu só teria dinheiro para um (ou talvez metade de um, dependendo do livro hahahah), fiquei bem triste e chorosa mas aí a minha mãe me deu a ideia de procurar em sites de vendas (como Enjoei e OLX). E é agora que começa a corrente do bem!

Procurando no OLX descobri uma menina que estava vendendo 7 (isso mesmo, sete!) livros de moda por um precinho inacreditável! E o melhor de tudo era que a menina é daqui do Rio! Na mesma hora, peguei o contato dela e fomos conversando. Descobri que ela estava de mudança para outro bairro e que não poderia levar seus livros, pois eram muitos.

Hoje recebi meus livros e tenho a certeza de que assim como eu, a Luise deve estar muito feliz. Fico muito alegre de tê-la ajudado e mais alegre ainda pela ajuda que ela me deu! No final das contas, ela achou mais dois livros perdidos lá e eu agora tenho NOVE NOVOS LIVROS e ela tem nove novos espaços para preencher com algo na sua nova casa hahahah

Procure um pouco mais e esteja atento ao seu redor. Aquilo que não serve mais para você, pode ser de grande ajuda para o seu próximo! Se temos a chance de formar mais elos nessa corrente do bem, então que façamos isso da melhor forma possível!

Moda como meio de comunicação.

Todos os dias quando eu acordo me deparo com uma pergunta em mente: “O que é a moda para você, Larissa?”, pois a cada dia que finda vejo mais pessoas falando sobre novas tendências (o famoso alerta trendy), itens must have, semanas da moda de diversos lugares, mas será que isso é a moda?
Sim, tudo isso citado está incluído na moda, mas acaba aí? Admito que fico inconformada, como uma criança que se decepciona em um lugar e acaba soltando “só isso?”.

Para mim a moda é uma forma de comunicação não verbal que pode definir o nosso estado de espírito, a nossa personalidade e revelar quem somos de imediato. Obviamente existem casos onde é possível mascararmos a nossa identidade e passarmos despercebidos, mas em nosso cotidiano rapidamente identificamos a posição de uma pessoa na sociedade, como por exemplo, se um indivíduo é policial, militar, jogador de um time de futebol, médico ou garçom devido aos seus uniformes.

Também vale ressaltar que uma simples escolha de cores na hora de compor um look pode significar muito mais do que só uma vontade de usar aquela cor (ta aí uma meta pra 2017, aprender mais sobre isso ✔️). Acredito sim que elas estão ligadas a nossos sentimentos e emoções e é possível ver isso na prática, afinal uma pessoa que não está num dia bom dificilmente colocará uma blusa amarela ou num tom mais vibrante. Pensamos logo no preto, cinza e cores terrosas, certo?

Então, sigamos na luta de não reduzir a moda a apenas um desfile ou a uma coleção outono-inverno. A moda quem faz é a gente! Quem deseja se comunicar é a gente também! Então façamos a nossa moda e simbora comunicarmo-nos (existe isso, galera? kkkk)

Se quiserem ler mais sobre isso, separei alguns links que andei lendo e me inspirando, então um Muito Obrigada enorme a todos vocês!

Moda é Comunicação por Salto Agulha
A moda, como meio de comunicação, gera símbolos diferenciados de tecnologia.

Mude!

o-ano-nc3a3o

Vi essa imagem rondando o Facebook nas ultimas semanas e toda vez que me deparava com ela, eu refletia um pouco.

2016 foi definitivamente um ano de mudanças para mim, afinal depois de tantos anos com o cabelo comprido eu decidi radicalizar e aceitar de vez os meus cachos do jeito que eles são. Muitos me chamaram de louca, corajosa e alguns tiveram uma reação que parecia que eu estava pulando de bung jumpee na baía de guanabara.

img-20160901-wa0007

Mas pela primeira vez eu não me abati com aqueles comentários, reações e decepções. Eu me senti linda e não queria saber de mais nada! Foi a melhor sensação que eu poderia ter naquele momento, me lembrei de toda a minha transição e do verdadeiro motivo pelo qual eu a comecei. Queria liberdade para ser quem eu sou.

E mais uma vez dei espaço para a Larissa aventureira e que gosta de mudanças falar mais alto nesse finalzinho de 2017. A tesoura não me assusta mais e os rostos assustados farão parte da minha rotina novamente, mas querem saber? Eu estou satisfeita com meu reflexo no espelho! E você também pode se alegrar toda vez que encará-lo, permita-se mudar. Seja você mesma!

Se quiser cortar, tudo bem. Se quiser deixar crescer até a cintura, tudo bem também. Se quiser pintar, ótimo! Se quiser continuar com a cor natural, maravilhoso! Mas seja você mesma. Esse ano está chegando ao fim e a gente sempre fica arrependido por não ter feito uma coisa ou outra, mas que em 2017 possamos nos arriscar um pouco mais, riscar mais itens de nossas listas de metas e ser bem mais felizes.

p1210988